quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As Lágrimas

Chorando na madrugada? Eu estou chorando na madrugada dentro do meu quarto, onde passamos o dia juntos, rindo e conversando. Nesse mesmo lugar eu, agora, estou chorando. Não me pergunte os motivos de minhas lágrimas, mas cada uma delas me trazia uma lembrança diferente.
A primeira lágrima, ao escorrer em direção ao meu nariz oleoso, me lembrou da primeira vez que nos vimos. Eu simplesmente passei por você, com muita pressa, lhe dando um sorriso e dizendo: Hi, Thamyres! - que sorriso bobo que tínhamos na nossa cara envergonhada e apaixonada.
A segunda lágrima, enquanto seguia pelo caminho direto a minha boca, lembrou do nosso primeiro abraço. Era muito cedo de uma manhã de sábado. Eu diria que o relógio marcava umas nove horas e trinta e quatro minutos, e você veio, com o sorriso mais reconfortante que já havia presenciado em toda minha vida. Nas suas mãos um pacote, embrulhado a mão, junto com um cartão e um abraço, dois abraços. Os dois abraços que eu recebi naquele dia, foram os melhores presentes que já recebi em todos os meus anos de aniversários. O cartão vinha com os mais lindos dizeres, que me deixaram confuso. Seria uma nova amiga ou um novo amor? -Ah! Como sou ingênuo. Tolinho.
A terceira lágrima, quando alcançou minha bochecha, lembrou do seu primeiro beijo na minha bochecha não tão carnuda. Estávamos no Shopping quando, de repente, você se virou e deu um beijo na minha bochecha. Que beijo quentinho e gostoso. Eu passei a mão sobre a minha bochecha e pensei que iria adorar acordar todos os dias com um beijo daquele.
A quarta lágrima alcançou e ultrapassou a terceira e me fez lembrar o dia em que escrevi meu primeiro texto sobre você. Foi antes do nosso encontro no Shopping e foi sobre como eu talvez pudesse estar apaixonado.As linhas do meu texto tentavam demonstrar dúvidas e que eu não tinha tanta certeza, mas a alma do meu texto mostrou apenas aquilo que eu já sabia: Eu te amava.
A quinta e sexta lágrimas caíram juntas, uma em cada olho, separadamente. Remeteram-me ao dia em que você colocou seus braços em volta dos meus, pois sabia que eu era tímido demais. Lembraram-me também do dia do nosso primeiro beijo. Ambos os dias, aconteceram separadamente, mas na minha mente eles se mantém em um único lugar.
A sétima lágrima me lembrou do nosso primeiro beijo debaixo da chuva. Peguei um belo resfriado, mas valeu cada gota de chuva derramada sob nossas cabeças e sorrisos tão alegres. Parecíamos duas crianças dançando na chuva. Não dá pra esquecer né?
A oitava lágrima se derramou num dos meus últimos pensamentos. Foi quando, olhando nos olhos um do outro, nós dissemos pela primeira vez: Eu te amo. Eu não pude conter minha alegria e esbanjei o melhor dos meus sorrisos, escolhido pela minha própria alma para representar aquele momento. Só pra você saber, eu ainda te amo. Te amo, como nunca amei ninguém.
 A nona lágrima me levou de volta há quatro meses atrás, quando começamos a namorar. Não preciso dizer muito sobre isso, né? Foi o dia mais feliz da minha vida. Saber que você seria minha e que eu seria seu, não só por hoje, mas uma promessa de para toda a eternidade, fizeram meus joelhos tremerem.
A décima e última lágrima, me lembrou que eu não preciso chorar. Apesar de não saber distinguir se esse choro era de tristeza ou de alegria, ainda assim, sequei minhas lágrimas e lembrei que havia prometido pra sempre estar ao seu lado. Para sempre vou estar do seu lado, é uma promessa de que vou te amar pelo resto da minha vida mortal, e que você ficará viva em meus textos, e que nosso amor, irá viver para sempre.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Do lado

Seus cabelos são ruivos e sua pele branca. Seu sorriso brilha e seus olhos, de cores castanhas me encaram com uma sobrancelha levanta. Seus cabelos jogados de lado e um sorriso meio torto. Roía as unhas e tinha os ombros a mostrar. Sua pele era branca como leite. Aquele olhar me alcançava a alma e aquele sorriso quebrava qualquer coração que um dia esteve congelado.
A menina dos cabelos ruivos se aproximava cada vez mais, em um caminhar que mais parecia uma dança. Seus movimentos eram perfeitos e delicados. Delicadeza não significa fraqueza, dentro do seu olhar via-se uma menina guerreira, uma menina. Uma menina-mulher, que sabe a hora de ser mulher, mas que prefere o ser menina. Se aproximava e a cada passo que ela dava em minha direção, prendia meu olhar me tirava a respiração. Estávamos numa floresta muito verde com um Sol que raiava em cor amarela. Amarelo é sua cor favorita. Ela continuou a vir em minha direção.
Lembrei de todos os momentos juntos enquanto ela ainda caminhava. Nossas mão eram o encaixe perfeito, foram feitos para estarem uma do lado da outra. Nossos sorrisos formavam uma sinfonia perfeita, nascemos para sorrir um do lado do outro. Nascemos para viver um do lado do outro.
Ela finalmente me alcançou. Passou as mãos pelos meus cabelos, massageando-os como ninguém nunca o fizera antes, que mãos mágicas que ela tinha! Deu um beijo em minha bochecha seguindo para meus lábios. Chegou ao pé do ouvido e disse: "Eu te amo." e ali eu tive certeza que nascemos para amarmos um ao outro. Em uma sinfonia de risos, sorrisos e amor. Abraços e lembranças que ficaram eternamente em nossas mentes, agora, unidas.