Um dia criei uma teoria. Uma teoria que dizia que jamais na minha vida eu alcançaria a plena felicidade de minha alma. Que, em minha vida, sempre faltaria algo.
Um dia criei uma teoria. Uma teoria que dizia que sou mais feliz sozinho, solitário dentro de um mundo que eu criei. Que, no meu mundo, eu sou iludidamente feliz.
Um dia criei uma teoria. Uma teoria que dizia que eu, definitivamente, escrevo melhor quando estou triste e infeliz. Que, apenas com um buraco em meu coração, seria capaz de escrever textos capazes de emocionar.
Uma tarde criei uma teoria. Uma teoria maluca de que uma linda menina me faria feliz e que eu seria capaz de amá-la. Que, com essa menina, minha primeira teoria seria eliminada.
Uma tarde criei uma teoria. Uma teoria que dizia que para ser feliz basta sorrir e mais nada, pois apenas o sorriso forçado seria o suficiente. Que, com um sorriso forjado, o verdadeiro iria surgir.
Certa noite criei outra teoria. Uma teoria que mudaria minha vida para sempre. Uma teoria que era mágica, mas não funcionou. Criei a teoria da literatura. Uma teoria que demandava apenas um caderno velho e uma caneta, um coração aberto e uma alma livre.
Outra noite qualquer criei uma nova teoria. Uma teoria que mudaria minha vida para sempre. Uma teoria que era mágica, mas não funcionou. Criei a teoria do amor. Uma teoria que demandava um coração aberto e uma alma livre, mas meu coração não é aberto e minha alma é prisioneira do medo. Essa teoria constituía em uma vida ao lado de alguém especial, uma vida com sorrisos, com mais alegrias do que decepções. Uma vida em que o amor seria tudo e uma vida em que eu teria em minha melhor amiga, um grande amor. No entanto, cheguei a mais uma teoria.
Ao fim desse texto criei uma teoria. Uma teoria que faz mais sentido que todas as outras. Eu criei a teoria de que todas as minhas teorias não passam de teorias, mas de novo, isso é apenas mais uma teoria.