Então a dor e o sofrimento se ergueram, como prédios de concretos enormes, e tamparam-me a única luz que fazia o dia valer a pena. O Sol não brilhava mais na minha pequena cidade de emoções e a Lua não iluminava mais os meus caminhos, foi então que me senti perdido. A grande selva de pedra bloqueou a visão da grande selva verde, que floreava meu dia e perfumava o ar que respirava.
A dor também se locomovia muito rápido de um lugar para outro, do coração para o cérebro, do cérebro para as pernas, das pernas para as mãos. Esse tipo de locomoção era rápido, pois era feito utilizando um automóvel. A utilização desse veículo de locomoção poluiu meu pulmão e mais uma vez eu sofria com a dor.
A pior parte da dor é que ela dói.
Eu me vi perdido numa cidade grande, sem um mapa para me achar, sem alguém para me dar a mão. Tornei-me um sem-teto.
Comecei a caçar latinhas e dormir nas ruas. O frio da noite e da manhã me mantinham acordado o tempo todo, meus olhos nunca fechavam e eu estava cansando. As pessoas me ignoravam e eu me tornei invisível. Não acreditava no que estava acontecendo, eu já fui dono de tudo aquilo e hoje estou aqui, caído no chão à espera de alguém de boa fé para me ajudar.
Os dias se passaram e num dia em que, finalmente, consegui fechar os olhos e dormir, algo me acordou. Nunca senti tanto ódio na vida, mas mudei de opinião. Ao meu lado, se aconchegando sem ser convidado, um cão vira-lata. Ele pedia por carinho e eu não pude negar. Coloquei-o dentro de minhas cobertas (feitas de jornal) e abracei o coitado até que nós dois estivéssemos dormindo.
Peguei afeto pelo bicho e dei carinho, atenção e comida. Ele me seguia pra onde quer que eu fosse, mas um dia ele fugiu de mim. O meu desespero e o medo da solidão me perseguiam, eu estava gritando por dentro e com medo, muito medo. O latido dele me trouxe de volta à lucidez e lá estava ele, pedindo para segui-lo. O cão me levou à um prédio abandonado e seguimos até o último andar. Lá do alto pude ver toda a minha antiga selva, que agora era uma grande cidade de pedra, e olhei para o alto. Nunca me senti tão perto das estrelas, tão perto da felicidade. Olhei para o lado e lá estava meu cão, nunca me senti tão perto de alguém, tão perto do próprio amor. Mesmo não tendo nada, pela primeira vez na vida, eu tinha tudo.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Sentimentos em Guerra.
A Felicidade bateu à minha porta, mas dessa vez a Tristeza chegou primeiro. Eu e minha doce Tristeza nos sentamos à frente da Televisão e tomamos um belo chá feito com as minhas lágrimas mais sinceras, conversamos e comemos biscoitos deliciosos feitos do meu passado. A Felicidade estava observando tudo através da janela e poxa vida, como a Felicidade é ciumenta. Assim que ela me viu abraçar a Tristeza, a Felicidade sumiu, sem deixar notícias.
O tempo foi passando e a Tristeza começou a me cansar. Seu papo era tedioso e sua companhia me deixava exausto. Não havia risos gostosos e nem mesmo uma única boa lembrança daquele encontro, a não ser talvez, por exceção das lágrimas. Chorar faz bem e limpa os pulmões, alivia a alma e eu estava precisando disso, mas agora já passou. Chorei e não quero mais chorar, quero sorrir novamente e agora me pergunto: Onde está você minha doce felicidade?
Comecei a me desesperar e a me esconder da Tristeza. Trancava-me no banheiro e apagava a luz para que ela pensasse que eu não estava ali. Acho que foi um milagre ou algo parecido, mas ouvi uma briga na sala. Aparentemente uma briga muito violenta, pois partes do meu coração foram se quebrando, não sei quem era, mas estava torcendo para que a Tristeza perdesse. Um silêncio mortal e uma batida à minha porta.
- Quem é? - perguntei com medo.
- Aquela que você jamais deveria ter deixado partir. - respondeu minha doce Felicidade.
Quando abri a porta deparei-me com uma cena assustadora, a minha linda Felicidade estava toda arrebentada, seus olhos roxos, sem alguns dentes e totalmente descabelada, mas o mais incrível é que o sorriso dela se mantivera lá o tempo todo, enquanto ela lutava por mim.
Eu a abracei e agora tomo conta dela, estamos juntos, unidos novamente por um laço que jamais pode ser quebrado. Ah é! Não disse que éramos um triângulo amoroso, não é mesmo? Pois é, vivemos eu, minha Felicidade e nosso querido Amor. Descobrimos que não podemos viver um sem o outro, somos essências e somos um só. A Tristeza faz parte, às vezes ela aparece, mas não deixamos ela ficar muito tempo. A Tristeza é sempre muito encrenqueira e sempre dá uma surra daquelas na Felicidade, mas por sorte temos o Amor que é um excelente médico que cura e faz até milagres.
O tempo foi passando e a Tristeza começou a me cansar. Seu papo era tedioso e sua companhia me deixava exausto. Não havia risos gostosos e nem mesmo uma única boa lembrança daquele encontro, a não ser talvez, por exceção das lágrimas. Chorar faz bem e limpa os pulmões, alivia a alma e eu estava precisando disso, mas agora já passou. Chorei e não quero mais chorar, quero sorrir novamente e agora me pergunto: Onde está você minha doce felicidade?
Comecei a me desesperar e a me esconder da Tristeza. Trancava-me no banheiro e apagava a luz para que ela pensasse que eu não estava ali. Acho que foi um milagre ou algo parecido, mas ouvi uma briga na sala. Aparentemente uma briga muito violenta, pois partes do meu coração foram se quebrando, não sei quem era, mas estava torcendo para que a Tristeza perdesse. Um silêncio mortal e uma batida à minha porta.
- Quem é? - perguntei com medo.
- Aquela que você jamais deveria ter deixado partir. - respondeu minha doce Felicidade.
Quando abri a porta deparei-me com uma cena assustadora, a minha linda Felicidade estava toda arrebentada, seus olhos roxos, sem alguns dentes e totalmente descabelada, mas o mais incrível é que o sorriso dela se mantivera lá o tempo todo, enquanto ela lutava por mim.
Eu a abracei e agora tomo conta dela, estamos juntos, unidos novamente por um laço que jamais pode ser quebrado. Ah é! Não disse que éramos um triângulo amoroso, não é mesmo? Pois é, vivemos eu, minha Felicidade e nosso querido Amor. Descobrimos que não podemos viver um sem o outro, somos essências e somos um só. A Tristeza faz parte, às vezes ela aparece, mas não deixamos ela ficar muito tempo. A Tristeza é sempre muito encrenqueira e sempre dá uma surra daquelas na Felicidade, mas por sorte temos o Amor que é um excelente médico que cura e faz até milagres.
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