terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Resolução Máxima
Quero paz, não a paz mundial, não, julguem me o quanto quiser, mas acho impossível acontecer. Digo paz de espírito. Estar em paz consigo mesmo, saber e reconhecer a si mesmo. Não há quase nada mais gratificante do que fechar os olhos e se sentir bem com seu próprio silêncio. Não é o silêncio dos outros que mais nos incomoda e sim o nosso próprio silêncio. É nesse momento em que ficamos sozinhos com nossos pensamentos e entramos em conflito. Paz interior é o que desejo.
Gritem que sou materialista, mas também desejo dinheiro. Essa história de que dinheiro não traz felicidade é mentira. Nem sempre dinheiro traz felicidade, mas ajuda mais do que atrapalha. Quero ter mais dinheiro sim, dinheiro para viajar o mundo e conhecer novas culturas. Um pacote de desejos, mais dinheiro e mais cultura. Para ambas as coisas uso essa: Cultura e dinheiro nunca são demais.
Julguem o quanto quiser por ser louco, mas o que mais desejo é ser mais louco ainda. A vida dos normais é chata demais e, apesar de ser louco ter virado moda, eu fui um dos primeiros. As pessoas se dizem louca, mas nunca vi alguém sair vestido de morte e pegar o ônibus assim. Quanto mais loucura no meu mundo, melhor!
Mais personagens na minha vida. Entretanto, por mais estranho que possa parecer, não quero personagens de verdade, mas sim os da minha mente. Quero que os personagens saiam da minha mente e entrem em meus livros da forma mais natural possível. Terminei um livro e foi uma das melhores sensações do mundo. Todos deveriam escrever um livro, por mais curto que fosse, criar uma história ou contar uma, é uma sensação que você leva pra vida toda.
Por último, mas não menos importante, desejo amor. Quero muito amor na minha vida. Amor de amigos. Amor de irmão. Amor de família. Amor de amantes. Peguei-me desejando amar, mas o amor só vem quando precisamos dele e não quando o queremos. Mas nunca deixe de querer o amor, nunca deixe de querer amar e ser amado. Não perca a esperança. Mais um pacote, pois não há amor sem esperança e não há esperança sem amor.
domingo, 17 de novembro de 2013
Teoria
Um dia criei uma teoria. Uma teoria que dizia que sou mais feliz sozinho, solitário dentro de um mundo que eu criei. Que, no meu mundo, eu sou iludidamente feliz.
Um dia criei uma teoria. Uma teoria que dizia que eu, definitivamente, escrevo melhor quando estou triste e infeliz. Que, apenas com um buraco em meu coração, seria capaz de escrever textos capazes de emocionar.
Uma tarde criei uma teoria. Uma teoria maluca de que uma linda menina me faria feliz e que eu seria capaz de amá-la. Que, com essa menina, minha primeira teoria seria eliminada.
Uma tarde criei uma teoria. Uma teoria que dizia que para ser feliz basta sorrir e mais nada, pois apenas o sorriso forçado seria o suficiente. Que, com um sorriso forjado, o verdadeiro iria surgir.
Certa noite criei outra teoria. Uma teoria que mudaria minha vida para sempre. Uma teoria que era mágica, mas não funcionou. Criei a teoria da literatura. Uma teoria que demandava apenas um caderno velho e uma caneta, um coração aberto e uma alma livre.
Outra noite qualquer criei uma nova teoria. Uma teoria que mudaria minha vida para sempre. Uma teoria que era mágica, mas não funcionou. Criei a teoria do amor. Uma teoria que demandava um coração aberto e uma alma livre, mas meu coração não é aberto e minha alma é prisioneira do medo. Essa teoria constituía em uma vida ao lado de alguém especial, uma vida com sorrisos, com mais alegrias do que decepções. Uma vida em que o amor seria tudo e uma vida em que eu teria em minha melhor amiga, um grande amor. No entanto, cheguei a mais uma teoria.
Ao fim desse texto criei uma teoria. Uma teoria que faz mais sentido que todas as outras. Eu criei a teoria de que todas as minhas teorias não passam de teorias, mas de novo, isso é apenas mais uma teoria.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Sonho meu.
Sonhar é ter aquilo que não se pode ter. Sonhar é imaginar o inimaginável e sentir o gosto de uma vida sem limites. Sonhar é acordar sorrindo de manhã sabendo que algo bom aconteceu. Sim, aconteceu. Não é só porque foi um sonho que nada tenha acontecido. Descobri que tenho memórias maravilhosas de coisas que só aconteceram nos meus sonhos mais loucos. Ontem eu tive um desses sonhos que eu nunca vou me esquecer.
Eu estava sentado em um banco e uma rosa caía em meus pés. Enquanto eu me abaixava para pegar a rosa, uma voz chamava meu nome. Era uma linda voz e lindos olhos me encaravam quando levantei minha cabeça à procura da voz. Você estava de pé pedindo para que eu devolvesse a rosa. Eu lhe entreguei a rosa e junto com ela, o meu coração.
Sonhos são nossos desejos mais íntimos, demonstrados em sua forma mais nua e pura. Sonhar com alguém é bom. Sonhar com você é ser feliz.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Certamente incertezas
sábado, 19 de outubro de 2013
Tarde
Sinto que mudei, talvez, o modo de ver o meu passado. Eu jamais ousaria encarar o meu passado como algo repleto de coisas boas e muito menos um exemplo a ser dado. Nunca cheguei a fazer algo tão errado assim, mas não terei as melhores das histórias para contar pros meus netos. Sinto que até hoje eu nunca realmente vivi.
Porém, hoje fui entender o motivo de nunca ter vivido. Nunca tinha visto você sorrir, nunca tinha encontrado o seu olhar. Não haverá motivos para sorrir enquanto seus olhos não se encontrarem aos meus. E tudo que consigo pensar é como poderei te dizer tudo isso?
Como será que irei dizer que o seu sorriso deixa meu dia mais doce? Que seus olhos me iluminam o caminho e me encaminha na direção certa? Que seus cabelos negros me cegam? E que sua voz me acalma? Como poderei encontrar meios para dizer que sua presença me revitaliza? Como poderei lhe dizer que eu descobri que sem você eu não sou nada? Que sem você a vida não faz mais nenhum sentido?
Como vou responder á todas essas perguntas?
Você é, de fato, a resposta para todas as minhas perguntas. Existe a felicidade? - Sim, você.
Existe amor? - Sim, você.
Existe paz? - Sim, você.
Existe o eu? - Sim, mas apenas com você.
A única resposta que eu não poderei responder é aquela que me faço todos os dias desde que te conheci: Será que irei conseguir falar tudo isso pra você? Declarar-me é difícil e por esse motivo espero que você esteja lendo, porque talvez, logo mais, seja muito tarde para escrever. E dessa vez, talvez, eu não esteja apenas falando da hora.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Selva
A dor também se locomovia muito rápido de um lugar para outro, do coração para o cérebro, do cérebro para as pernas, das pernas para as mãos. Esse tipo de locomoção era rápido, pois era feito utilizando um automóvel. A utilização desse veículo de locomoção poluiu meu pulmão e mais uma vez eu sofria com a dor.
A pior parte da dor é que ela dói.
Eu me vi perdido numa cidade grande, sem um mapa para me achar, sem alguém para me dar a mão. Tornei-me um sem-teto.
Comecei a caçar latinhas e dormir nas ruas. O frio da noite e da manhã me mantinham acordado o tempo todo, meus olhos nunca fechavam e eu estava cansando. As pessoas me ignoravam e eu me tornei invisível. Não acreditava no que estava acontecendo, eu já fui dono de tudo aquilo e hoje estou aqui, caído no chão à espera de alguém de boa fé para me ajudar.
Os dias se passaram e num dia em que, finalmente, consegui fechar os olhos e dormir, algo me acordou. Nunca senti tanto ódio na vida, mas mudei de opinião. Ao meu lado, se aconchegando sem ser convidado, um cão vira-lata. Ele pedia por carinho e eu não pude negar. Coloquei-o dentro de minhas cobertas (feitas de jornal) e abracei o coitado até que nós dois estivéssemos dormindo.
Peguei afeto pelo bicho e dei carinho, atenção e comida. Ele me seguia pra onde quer que eu fosse, mas um dia ele fugiu de mim. O meu desespero e o medo da solidão me perseguiam, eu estava gritando por dentro e com medo, muito medo. O latido dele me trouxe de volta à lucidez e lá estava ele, pedindo para segui-lo. O cão me levou à um prédio abandonado e seguimos até o último andar. Lá do alto pude ver toda a minha antiga selva, que agora era uma grande cidade de pedra, e olhei para o alto. Nunca me senti tão perto das estrelas, tão perto da felicidade. Olhei para o lado e lá estava meu cão, nunca me senti tão perto de alguém, tão perto do próprio amor. Mesmo não tendo nada, pela primeira vez na vida, eu tinha tudo.
domingo, 8 de setembro de 2013
Sentimentos em Guerra.
O tempo foi passando e a Tristeza começou a me cansar. Seu papo era tedioso e sua companhia me deixava exausto. Não havia risos gostosos e nem mesmo uma única boa lembrança daquele encontro, a não ser talvez, por exceção das lágrimas. Chorar faz bem e limpa os pulmões, alivia a alma e eu estava precisando disso, mas agora já passou. Chorei e não quero mais chorar, quero sorrir novamente e agora me pergunto: Onde está você minha doce felicidade?
Comecei a me desesperar e a me esconder da Tristeza. Trancava-me no banheiro e apagava a luz para que ela pensasse que eu não estava ali. Acho que foi um milagre ou algo parecido, mas ouvi uma briga na sala. Aparentemente uma briga muito violenta, pois partes do meu coração foram se quebrando, não sei quem era, mas estava torcendo para que a Tristeza perdesse. Um silêncio mortal e uma batida à minha porta.
- Quem é? - perguntei com medo.
- Aquela que você jamais deveria ter deixado partir. - respondeu minha doce Felicidade.
Quando abri a porta deparei-me com uma cena assustadora, a minha linda Felicidade estava toda arrebentada, seus olhos roxos, sem alguns dentes e totalmente descabelada, mas o mais incrível é que o sorriso dela se mantivera lá o tempo todo, enquanto ela lutava por mim.
Eu a abracei e agora tomo conta dela, estamos juntos, unidos novamente por um laço que jamais pode ser quebrado. Ah é! Não disse que éramos um triângulo amoroso, não é mesmo? Pois é, vivemos eu, minha Felicidade e nosso querido Amor. Descobrimos que não podemos viver um sem o outro, somos essências e somos um só. A Tristeza faz parte, às vezes ela aparece, mas não deixamos ela ficar muito tempo. A Tristeza é sempre muito encrenqueira e sempre dá uma surra daquelas na Felicidade, mas por sorte temos o Amor que é um excelente médico que cura e faz até milagres.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Meus Eus
Podem achar estranho, mas quando eu digo que falo sozinho, eu falo e me respondo e faço isso quase que o tempo todo. Faço isso em casa, no serviço e na rua também.
Podem achar estranho, mas eu acho isso perfeitamente normal e um modo de me ajudar de forma incrível. O fato de falar sozinho não significa que eu seja louco, na verdade, simboliza a união perfeita de duas pessoas: O meu EU Real e o meu EU Irreal.
O meu EU Real é aquele que sou eu. Aquele EU que vive o que eu vivo, que sofre na pele o que eu sofro, o meu EU Real sou eu. Aquele cheio de coisa na cabeça que nunca sabe o que fazer, aquele que todos os dias tem que pensar em várias coisas e cuja mente é tão lotada que precisa falar, sempre. Mas falar com quem?
Eis que surge o EU Irreal. Esse é o EU que não está lá fisicamente, apenas mentalmente, espiritualmente e psicologicamente, esse é o eu equilibrado de minha vida e é com ele que eu converso. O meu EU Irreal é capaz de analisar a minha situação como um todo. E quem me conhece melhor do que eu mesmo? O meu Eu Irreal.
Alguns dizem que é coisa de maluco, mas não vejo o menor problema nisso, aliás, conversar comigo mesmo já me rendeu boas risadas e vários momentos de auto-reflexão.
Se tiver alguém aí lendo esse texto, eu sugiro que fale sozinho mais vezes. É um alívio poder conversar com alguém que te entenda sem te julgar, com alguém que irá te amar não importa o que você faça. Na verdade, conversar sozinho foi o que me ensinou a ter amor próprio, algo que parece tão fácil, mas na verdade é tão difícil pra mim.
Nunca realmente me amei e até hoje tenho minhas dúvidas. Me amar não é fácil, sou chato, sou insuportável, sou fresco, sou instável, sou teimoso, sou humano. Acho que depois de tantos anos consegui adquirir um certo amor próprio suficiente para descobrir verdadeiramente o que é o amor. Não sei se o encontrei ou não, mas definitivamente descobri o que é o amor. O amor, antes de mais nada, é amar a si próprio antes de amar qualquer outra coisa, o amor é saber que você pode contar com você mesmo, pois você nunca fará o pior para si. O amor é a forma pura e lapidada do egoísmo. Sim.
Amor é ser egoísta e tudo depende do ponto de vista. Às vezes você será egoísta para consigo e às vezes será egoísta para com o próximo. Porém, não importa a forma de egoísmo, o amor é ser egoísta.
Viu só? Falar sozinho por todos esses anos me ensinou o que é o amor, coisa que nenhum grande poeta, nenhum grande escritor conseguiu fazer em anos. Talvez, você consiga entender o que é amor através desse texto, mas só vai compreender o que é o amor, quando falar consigo mesmo, pois falar consigo mesmo é ouvir o coração e debater com a razão.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Um texto sobre nada? sobre a vida? sobre cansaço? Estranho eu ou não?
Talvez escrever sobre não escrever rende algo, algo mais do que eu esperava. Eu peguei a folha em branco e esperava escrever algo magnífico, mas aparentemente, não foi bem assim. Não escrevi um texto com uma mensagem para a vida toda ou com alguma lição, esperei que fizesse isso, mas não fiz.
A vida se assemelha a esse momento, pegar uma folha branca e não saber o que escrever. Nunca sei o que fazer da minha vida. Acredito que por isso que dizem que quando fazemos as coisas no impulso elas saem quase perfeitas, mas eu prefiro algo mais planejado. Segurança talvez.
Outra coisa que me lembrou a vida foi que eu não sabia o que escrever, mas esperei escrever algo. Esperar, acredito eu, vem da palavra Esperança. Não se pode muito ter Esperança. Quer dizer, deve-se ter muita Esperança, mas não se deve esperar nada de ninguém. Pois assim como eu me decepcionei com esse texto, você também irá se decepcionar.
Ainda continuo sem saber sobre o que escrever, mesmo que já tenho chegado a metade do texto. Engraçado, lá vem a vida de novo.
Quantas vezes não começamos algo e paramos no meio do caminho? Sou campeão disso. Esse texto mesmo é um exemplo, vou parar por aqui. Cansei, estou cansado. De tudo e de nada. Apenas cansei.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Bom Dia Povo Amado,
A verdade é que eu já estava acordado, já estava acordado há muito mais tempo do que vocês ousam imaginar. Só estava esperando vocês. Havia alguns homens de boa fé que já praticavam tais ações, homens que lutavam, mas lutavam sozinhos. Não mais.
Não foi o Brasil que acordou, mas o seu povo e não há povo mais forte do que o povo unido. Melhor dizendo, refraseando essa parte, não há povo mais forte do que o povo Brasileiro unido. Não aguentava mais esperar o momento em que vocês percebessem ou ao menos notassem que eu não sou apenas o lar do carnaval e do futebol, que eu não sou apenas risos e samba no pé. Eu também sou educação, sou saúde, sou um país que quer se ver livre da corrupção, sou um país que quer ver o lema de sua bandeira em ação.
Pisotearam na minha glória e sambaram em quem um dia já fui. Lembro de quando me tornaram independente, quando me tornaram uma democracia após anos de ditadura e de quando caminharam para a retirada de um presidente. Um povo que conseguiu tanto não seria capaz de ter desaparecido e eu estava certo. Vocês todos engoliram o lixo comercial e político que foram oferecidos à vocês, engoliram e ainda pediam por mais. Vocês estavam certos, o Gigante acordou, na verdade, os Gigantes acordaram. O povo se reúne nas ruas e clamam por algo.
Mas devo alertar cada um de vocês que, de fato, não se consegue tudo de uma única vez. Lembre-se que demorou quase três meses para que o presidente fosse retirado do poder e é por isso que devem ser pacientes. Não desistam e não parem de lutar, vocês são meus filhos e meus protetores, são aqueles que irão mudar o futuro.
Peço apenas para que os manifestantes que estão utilizando da violência que lembrem que um dos nossos lemas é "Paz no futuro e glória no passado." e esse deverá ser respeitado.
Essa carta é do Brasil para o povo, para o meu povo. Uma lágrima cai pelo meu rosto tão maltratado em homenagem à vocês. O Brasil sorri em homenagem à vocês. O Brasil começa o seu árduo trabalho para se tornar Ordem e Progresso, pois Verás que um filho meu não foge à luta e que um Povo heroico me levará ao caminho Iluminado ao sol do Novo Mundo.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Devaneios Estranhos sobre a Mente e o Coração.
A minha mente é capaz de criar histórias tão absurdas que eu jamais ousaria colocá-las no papel, mas elas estão lá dentro, pairando, esperando o momento do brilho da coragem de escrever. Não vai acontecer, jamais. Sou um poeta covarde e um escritor careta. Minha ousadia não passa da descrição de alguém morrendo de forma cruel, meus dedos travam ao querer escrever em detalhes tudo que se passa em minha mente, histórias que jamais serão lidas ou sentidas do mesmo modo que eu as senti e as criei.
A mente de um escritor está diretamente conectada com o coração, pois uma história criada sem um coração, não é uma história. O problema é que minha mente é distorcida, ilusória, trapaceira e astuciosa. Quando minha mente se conecta com meu coração, um mundo vazio e confuso começa a se formar e eu me sinto perdido. O mundo real é triste.
O mundo em que eu crio todos os dias na minha cabeça, desaparece quando a mente se conecta ao coração e esse mundo desaparece por uma simples causa: A razão não se mistura com emoção. O real não se mistura com o irreal.
A razão é lógica e quer ter sempre razão, e quase sempre tem mesmo; é sempre um prazer trabalhar com sua mente, ela pode criar um mundo só seu, onde tudo acontece de acordo com seu humor, onde tudo acontece porque você quer que aconteça, onde você tem poder absoluto sobre a vida daquelas pessoas que foram criadas por você, mas isso não é usar o coração? Será que quando criamos esses personagens da vida real não estamos, de fato, usando nosso coração para que possamos gostar deles? Ou até mesmo odiá-los?
O coração bate, se você viver até os setenta anos, aproximadamente: 72 vezes por minuto, 100 mil vezes por dia, 38 milhões de vezes por ano e uma média total de 2,5 bilhões de vezes. A mente é capaz de produzir um número incontável de pensamentos. Tanto poder em um único corpo. Um corpo fragmentado pela dúvida, pois a dúvida é a única coisa que ocupa minha mente vazia que, na verdade, não está tão vazia assim.
domingo, 5 de maio de 2013
Uma sociedade estranha ou não?
Estava assistindo a um vídeo no youtube e comecei a ler os comentários. Não existe coisa pior do que um ser humano que perde o seu tempo de vida criticando algo pelo qual não tem conhecimento algum. Não existe problemas em criticar, realmente, somos críticos, não existe nada melhor do que uma sociedade crítica, mas as pessoas estão fazendo tudo errado e de várias maneiras. Ao invés de criticarem sua própria situação, os erros da política do seu país e/ou cidade, as pessoas estão criticando outras pessoas.
Não há nenhum problema explícito em criticar um ser humano ou seu projeto, mas os seres humanos que são cidadãos estão criticando sem argumentos. Em vez de criticarem exibindo sua ideia com argumentos que solidifiquem sua opinião, não, eles simplesmente mandam a pessoa que não concorda com ele ir tomar no cú.
É um absurdo você chamar uma pessoa dessa de crítico ou até mesmo responder um comentário desse, esse tipo de pessoa está apenas tentando chamar atenção. Se for dá sua opinião em algo, por favor, seja condizente com o que está falando, exiba suas opinião com argumentos válidos e reflita antes de abrir sua boca (ou escrever/digitar no caso da internet.).
E antes de terminar a minha crítica visão do mundo atual encontrado dentro da internet, seria interessante também, aconselhar as pessoas que parem de criticar aquilo que não vai mudar a vida delas e comecem a se preocupar com coisas que realmente importam, critiquem a educação que está sendo dada aos seus filhos, tanto por você quando pelo governo, critique o próprio governo. Sim, o governo trabalha para nós e não nós para ele. Exija tudo que puder deles, critique também a si mesmo.
Antes de criticar qualquer coisa e qualquer pessoa, critique a si mesmo. Só criticando a si mesmo é que você se conhecerá melhor e terá então como conhecer outros tópicos e argumentos para criticar qualquer outra coisa, sem parecer um idiota, patético, sem opiniões que está apenas tentando chamar a atenção.
domingo, 31 de março de 2013
Quem sou eu?
Posso dizer com convicção que eu sou o Matheus Bessa, professor numa escola de Inglês. Tenho 19 anos e uma linda namorada que me ama muito e quem eu amo grandemente, também. Tenho amigos por quem eu daria a vida e a família mais linda e engraçada do mundo. Tenho um cachorro extremamente fedido e gosto de várias coisas. Gosto de escrever, ler e ver. Escutar só às vezes. Não escuto música e nem mesmo chego a pensar que elas podem descrever qualquer coisa sobre a minha pessoa ou história, mas admito que temos aquelas que se aproximam e muito da minha realidade.
Isso é o que eu sei sobre mim, porém é o mesmo que qualquer outro ser humano também sabe sobre mim. Não deveríamos saber mais sobre nós mesmos do que aqueles a nossa volta? Não seria considerado um princípio básico do ser humano se conhecer? Como posso me relacionar com outras pessoas e dizer que as conheço se, na verdade, não conheço nem a mim mesmo.
Quem é o Matheus Bessa é uma pergunta que está me atormentando desde os últimos dias em que fiquei de cama. Tive tempo para refletir e passei horas tentando responder essa pergunta. Aparentemente me fugiram todas as respostas e eu não estava querendo ter que perguntar para ninguém. Às vezes sei o quanto posso ser orgulhoso ( ai está mais uma informação sobre mim, estamos progredindo, né?!)
A história começou com a criação de uma história que não era a minha. Quando crio um personagem ou uma história eu tenho a necessidade de interpretá-las, de fazer parte delas. Com essa linha de pensamento, eu comecei a interpretar o tempo todo no espelho do banheiro ou sozinho no meu quarto e logo isso se tornou tão real que até quando eu estou andando na rua eu não sei se sou eu ou meu personagem central de uma nova história. Isso me preocupa muito. Tenho medo. Sempre fui muito medroso.
Tenho medo de me perder na minha própria imaginação, na minha mente criativa e obscura. Não sou uma pessoa lúcida e nem nunca fui. Mas esses últimos dias me deram medo, pois eu olhava no espelho e não sabia quem eu estava vendo. Era Charles? Martin? Demetrius? Lucas? Geovanna? Clarice? Matheus?
Não é um texto com uma conclusão, pois eu ainda não tenho uma conclusão, continuo sem saber quem eu sou. Não creio que tenha uma mensagem também, se tiver, parabéns, você interpretou de forma genial um texto que não tem pé nem cabeça. Afinal, qual seria a mensagem desse texto? Não se conheça e fique maluco? Se conheça para melhor conhecer os outros? Não sei, de nada. Sei que eu sou o Matheus, mas quem eu sou de verdade... eu acho que ainda não sonhei com essa resposta.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Felicidade
Nunca tive uma auto-estima muito alta. Na verdade, acho que nunca tive alto-estima na minha vida. Em minha cabeça eu nunca sou bom o suficiente. Não sou inteligente o suficiente, bonito o bastante, engraçado, esperto, amoroso, romântico, bondoso e nada, nunca fui o suficiente.
Sinceramente nunca achei que ia achar alguém especial, que talvez eu seria infeliz pelo resto da minha vida. Tinha colocado na minha mente que eu não tinha nascido para a felicidade. Ou que a felicidade não tinha nascido para mim. Estava totalmente errado.
Desde o primeiro dia em que você veio pedir um conselho para mim, dizendo do meu alto astral, eu senti que você era especial. E conforme foi passando o tempo, e que tempo mágico foi esse, nós começamos a criar uma conexão especial. Nossas conversas geravam horas e horas de risos e alegrias que ninguém jamais pode me proporcionar. Você criou em mim um brilho natural que eu identifiquei como felicidade.
Eu me apaixonei pela felicidade. Ela era linda e inteligente, maluca e muito séria, engraçada, despojada e especial. Estava presente em cada momento da minha vida mesmo que ainda fosse proibida. Não tinha permissão para estar com a felicidade se não através da tela de um computador. Mas ainda assim, aqueles momentos de felicidade virtual foram os momentos mais felizes até aquele dia.
A felicidade então, foi chamada para me acompanhar, tomei coragem e pensei "está na hora de ser feliz". E fui. Muito feliz. Ainda sou.
Esse é só um texto curtinho para homenagear a felicidade.
Espero que tenha notado que ainda estou feliz, pois ainda estou com você felicidade, ainda estou com você, Thamyres. Descobri que você é a minha felicidade, espero que eu também seja a sua. Fazer você feliz é o motivo pelo qual eu respiro, e ver você feliz é o motivo da minha própria felicidade.
Meus olhos brilham e minha boca se entorta no formato de um sorriso que durara para vida toda.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
As Lágrimas
sábado, 19 de janeiro de 2013
Do lado
A menina dos cabelos ruivos se aproximava cada vez mais, em um caminhar que mais parecia uma dança. Seus movimentos eram perfeitos e delicados. Delicadeza não significa fraqueza, dentro do seu olhar via-se uma menina guerreira, uma menina. Uma menina-mulher, que sabe a hora de ser mulher, mas que prefere o ser menina. Se aproximava e a cada passo que ela dava em minha direção, prendia meu olhar me tirava a respiração. Estávamos numa floresta muito verde com um Sol que raiava em cor amarela. Amarelo é sua cor favorita. Ela continuou a vir em minha direção.
Lembrei de todos os momentos juntos enquanto ela ainda caminhava. Nossas mão eram o encaixe perfeito, foram feitos para estarem uma do lado da outra. Nossos sorrisos formavam uma sinfonia perfeita, nascemos para sorrir um do lado do outro. Nascemos para viver um do lado do outro.
Ela finalmente me alcançou. Passou as mãos pelos meus cabelos, massageando-os como ninguém nunca o fizera antes, que mãos mágicas que ela tinha! Deu um beijo em minha bochecha seguindo para meus lábios. Chegou ao pé do ouvido e disse: "Eu te amo." e ali eu tive certeza que nascemos para amarmos um ao outro. Em uma sinfonia de risos, sorrisos e amor. Abraços e lembranças que ficaram eternamente em nossas mentes, agora, unidas.