quinta-feira, 6 de junho de 2013

Devaneios Estranhos sobre a Mente e o Coração.

Anseio pela poesia, assim como uma criança anseia pelo leite da mãe. Assim como o ser humano anseia pela água, eu anseio pelas minhas palavras. Uma fonte mais do que inesgotável de criação e o poesia, essa é a minha mente distorcida.
A minha mente é capaz de criar histórias tão absurdas que eu jamais ousaria colocá-las no papel, mas elas estão lá dentro, pairando, esperando o momento do brilho da coragem de escrever. Não vai acontecer, jamais. Sou um poeta covarde e um escritor careta. Minha ousadia não passa da descrição de alguém morrendo de forma cruel, meus dedos travam ao querer escrever em detalhes tudo que se passa em minha mente, histórias que jamais serão lidas ou sentidas do mesmo modo que eu as senti e as criei.
A mente de um escritor está diretamente conectada com o coração, pois uma história criada sem um coração, não é uma história. O problema é que minha mente é distorcida, ilusória, trapaceira e astuciosa. Quando minha mente se conecta com meu coração, um mundo vazio e confuso começa a se formar e eu me sinto perdido. O mundo real é triste.
O mundo em que eu crio todos os dias na minha cabeça, desaparece quando a mente se conecta ao coração e esse mundo desaparece por uma simples causa: A razão não se mistura com emoção. O real não se mistura com o irreal.
A razão é lógica e quer ter sempre razão, e quase sempre tem mesmo; é sempre um prazer trabalhar com sua mente, ela pode criar um mundo só seu, onde tudo acontece de acordo com seu humor, onde tudo acontece porque você quer que aconteça, onde você tem poder absoluto sobre a vida daquelas pessoas que foram criadas por você, mas isso não é usar o coração? Será que quando criamos esses personagens da vida real não estamos, de fato, usando nosso coração para que possamos gostar deles? Ou até mesmo odiá-los?
O coração bate, se você viver até os setenta anos, aproximadamente: 72 vezes por minuto, 100 mil vezes por dia, 38 milhões de vezes por ano e uma média total de 2,5 bilhões de vezes. A mente é capaz de produzir um número incontável de pensamentos. Tanto poder em um único corpo. Um corpo fragmentado pela dúvida, pois a dúvida é a única coisa que ocupa minha mente vazia que, na verdade, não está tão vazia assim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário