domingo, 5 de maio de 2013

Uma sociedade estranha ou não?

Uma sociedade tosca e totalmente sem escrúpulos. Patéticos e ridículos são os adjetivos que nos definem melhor. Vivemos numa sociedade que se diz livre, onde todos podem dar seu ponto de vista, uma sociedade globalizada, onde todos estamos conectados de alguma forma. No entanto, é possível achar tantas falhas em todas essas definições.
Estava assistindo a um vídeo no youtube e comecei a ler os comentários. Não existe coisa pior do que um ser humano que perde o seu tempo de vida criticando algo pelo qual não tem conhecimento algum. Não existe problemas em criticar, realmente, somos críticos, não existe nada melhor do que uma sociedade crítica, mas as pessoas estão fazendo tudo errado e de várias maneiras. Ao invés de criticarem sua própria situação, os erros da política do seu país e/ou cidade, as pessoas estão criticando outras pessoas.
Não há nenhum problema explícito em criticar um ser humano ou seu projeto, mas os seres humanos que são cidadãos estão criticando sem argumentos. Em vez de criticarem exibindo sua ideia com argumentos que solidifiquem sua opinião, não, eles simplesmente mandam a pessoa que não concorda com ele ir tomar no cú.
É um absurdo você chamar uma pessoa dessa de crítico ou até mesmo responder um comentário desse, esse tipo de pessoa está apenas tentando chamar atenção. Se for dá sua opinião em algo, por favor, seja condizente com o que está falando, exiba suas opinião com argumentos válidos e reflita antes de abrir sua boca (ou escrever/digitar no caso da internet.).
E antes de terminar a minha crítica visão do mundo atual encontrado dentro da internet, seria interessante também, aconselhar as pessoas que parem de criticar aquilo que não vai mudar a vida delas e comecem a se preocupar com coisas que realmente importam, critiquem a educação que está sendo dada aos seus filhos, tanto por você quando pelo governo, critique o próprio governo. Sim, o governo trabalha para nós e não nós para ele. Exija tudo que puder deles, critique também a si mesmo.
Antes de criticar qualquer coisa e qualquer pessoa, critique a si mesmo. Só criticando a si mesmo é que você se conhecerá melhor e terá então como conhecer outros tópicos e argumentos para criticar qualquer outra coisa, sem parecer um idiota, patético, sem opiniões que está apenas tentando chamar a atenção.

domingo, 31 de março de 2013

Quem sou eu?

Estou perdido e sinceramente não sei quem sou.
Posso dizer com convicção que eu sou o Matheus Bessa, professor numa escola de Inglês. Tenho 19 anos e uma linda namorada que me ama muito e quem eu amo grandemente, também. Tenho amigos por quem eu daria a vida e a família mais linda e engraçada do mundo. Tenho um cachorro extremamente fedido e gosto de várias coisas. Gosto de escrever, ler e ver. Escutar só às vezes. Não escuto música e nem mesmo chego a pensar que elas podem descrever qualquer coisa sobre a minha pessoa ou história, mas admito que temos aquelas que se aproximam e muito da minha realidade.
Isso é o que eu sei sobre mim, porém é o mesmo que qualquer outro ser humano também sabe sobre mim. Não deveríamos saber mais sobre nós mesmos do que aqueles a nossa volta? Não seria considerado um princípio básico do ser humano se conhecer? Como posso me relacionar com outras pessoas e dizer que as conheço se, na verdade, não conheço nem a mim mesmo.
Quem é o Matheus Bessa é uma pergunta que está me atormentando desde os últimos dias em que fiquei de cama. Tive tempo para refletir e passei horas tentando responder essa pergunta. Aparentemente me fugiram todas as respostas e eu não estava querendo ter que perguntar para ninguém. Às vezes sei o quanto posso ser orgulhoso ( ai está mais uma informação sobre mim, estamos progredindo, né?!)
A história começou com a criação de uma história que não era a minha. Quando crio um personagem ou uma história eu tenho a necessidade de interpretá-las, de fazer parte delas. Com essa linha de pensamento, eu comecei a interpretar o tempo todo no espelho do banheiro ou sozinho no meu quarto e logo isso se tornou tão real que até quando eu estou andando na rua eu não sei se sou eu ou meu personagem central de uma nova história. Isso me preocupa muito. Tenho medo. Sempre fui muito medroso.
Tenho medo de me perder na minha própria imaginação, na minha mente criativa e obscura. Não sou uma pessoa lúcida e nem nunca fui. Mas esses últimos dias me deram medo, pois eu olhava no espelho e não sabia quem eu estava vendo. Era Charles? Martin? Demetrius? Lucas? Geovanna? Clarice? Matheus?
Não é um texto com uma conclusão, pois eu ainda não tenho uma conclusão, continuo sem saber quem eu sou. Não creio que tenha uma mensagem também, se tiver, parabéns, você interpretou de forma genial um texto que não tem pé nem cabeça. Afinal, qual seria a mensagem desse texto? Não se conheça e fique maluco? Se conheça para melhor conhecer os outros? Não sei, de nada. Sei que eu sou o Matheus, mas quem eu sou de verdade... eu acho que ainda não sonhei com essa resposta.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Felicidade

Andava na praia, debaixo da brisa gostosa que vinha do mar. O sol brilhava forte bem lá no alto e a água estava cristalina e calma. Enquanto caminhava eu pensava apenas em você e em nós. Pensava em como será que alguém como você viu em alguém como eu, um grande amor para a vida toda.
Nunca tive uma auto-estima muito alta. Na verdade, acho que nunca tive alto-estima na minha vida. Em minha cabeça eu nunca sou bom o suficiente. Não sou inteligente o suficiente, bonito o bastante, engraçado, esperto, amoroso, romântico, bondoso e nada, nunca fui o suficiente.
Sinceramente nunca achei que ia achar alguém especial, que talvez eu seria infeliz pelo resto da minha vida. Tinha colocado na minha mente que eu não tinha nascido para a felicidade. Ou que a felicidade não tinha nascido para mim. Estava totalmente errado.
Desde o primeiro dia em que você veio pedir um conselho para mim, dizendo do meu alto astral, eu senti que você era especial. E conforme foi passando o tempo, e que tempo mágico foi esse, nós começamos a criar uma conexão especial. Nossas conversas geravam horas e horas de risos e alegrias que ninguém jamais pode me proporcionar. Você criou em mim um brilho natural que eu identifiquei como felicidade.
Eu me apaixonei pela felicidade. Ela era linda e inteligente, maluca e muito séria, engraçada, despojada e especial. Estava presente em cada momento da minha vida mesmo que ainda fosse proibida. Não tinha permissão para estar com a felicidade se não através da tela de um computador. Mas ainda assim, aqueles momentos de felicidade virtual foram os momentos mais felizes até aquele dia.
A felicidade então, foi chamada para me acompanhar, tomei coragem e pensei "está na hora de ser feliz". E fui. Muito feliz. Ainda sou.
Esse é só um texto curtinho para homenagear a felicidade.
Espero que tenha notado que ainda estou feliz, pois ainda estou com você felicidade, ainda estou com você, Thamyres. Descobri que você é a minha felicidade, espero que eu também seja a sua. Fazer você feliz é o motivo pelo qual eu respiro, e ver você feliz é o motivo da minha própria felicidade.
Meus olhos brilham e minha boca se entorta no formato de um sorriso que durara para vida toda.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As Lágrimas

Chorando na madrugada? Eu estou chorando na madrugada dentro do meu quarto, onde passamos o dia juntos, rindo e conversando. Nesse mesmo lugar eu, agora, estou chorando. Não me pergunte os motivos de minhas lágrimas, mas cada uma delas me trazia uma lembrança diferente.
A primeira lágrima, ao escorrer em direção ao meu nariz oleoso, me lembrou da primeira vez que nos vimos. Eu simplesmente passei por você, com muita pressa, lhe dando um sorriso e dizendo: Hi, Thamyres! - que sorriso bobo que tínhamos na nossa cara envergonhada e apaixonada.
A segunda lágrima, enquanto seguia pelo caminho direto a minha boca, lembrou do nosso primeiro abraço. Era muito cedo de uma manhã de sábado. Eu diria que o relógio marcava umas nove horas e trinta e quatro minutos, e você veio, com o sorriso mais reconfortante que já havia presenciado em toda minha vida. Nas suas mãos um pacote, embrulhado a mão, junto com um cartão e um abraço, dois abraços. Os dois abraços que eu recebi naquele dia, foram os melhores presentes que já recebi em todos os meus anos de aniversários. O cartão vinha com os mais lindos dizeres, que me deixaram confuso. Seria uma nova amiga ou um novo amor? -Ah! Como sou ingênuo. Tolinho.
A terceira lágrima, quando alcançou minha bochecha, lembrou do seu primeiro beijo na minha bochecha não tão carnuda. Estávamos no Shopping quando, de repente, você se virou e deu um beijo na minha bochecha. Que beijo quentinho e gostoso. Eu passei a mão sobre a minha bochecha e pensei que iria adorar acordar todos os dias com um beijo daquele.
A quarta lágrima alcançou e ultrapassou a terceira e me fez lembrar o dia em que escrevi meu primeiro texto sobre você. Foi antes do nosso encontro no Shopping e foi sobre como eu talvez pudesse estar apaixonado.As linhas do meu texto tentavam demonstrar dúvidas e que eu não tinha tanta certeza, mas a alma do meu texto mostrou apenas aquilo que eu já sabia: Eu te amava.
A quinta e sexta lágrimas caíram juntas, uma em cada olho, separadamente. Remeteram-me ao dia em que você colocou seus braços em volta dos meus, pois sabia que eu era tímido demais. Lembraram-me também do dia do nosso primeiro beijo. Ambos os dias, aconteceram separadamente, mas na minha mente eles se mantém em um único lugar.
A sétima lágrima me lembrou do nosso primeiro beijo debaixo da chuva. Peguei um belo resfriado, mas valeu cada gota de chuva derramada sob nossas cabeças e sorrisos tão alegres. Parecíamos duas crianças dançando na chuva. Não dá pra esquecer né?
A oitava lágrima se derramou num dos meus últimos pensamentos. Foi quando, olhando nos olhos um do outro, nós dissemos pela primeira vez: Eu te amo. Eu não pude conter minha alegria e esbanjei o melhor dos meus sorrisos, escolhido pela minha própria alma para representar aquele momento. Só pra você saber, eu ainda te amo. Te amo, como nunca amei ninguém.
 A nona lágrima me levou de volta há quatro meses atrás, quando começamos a namorar. Não preciso dizer muito sobre isso, né? Foi o dia mais feliz da minha vida. Saber que você seria minha e que eu seria seu, não só por hoje, mas uma promessa de para toda a eternidade, fizeram meus joelhos tremerem.
A décima e última lágrima, me lembrou que eu não preciso chorar. Apesar de não saber distinguir se esse choro era de tristeza ou de alegria, ainda assim, sequei minhas lágrimas e lembrei que havia prometido pra sempre estar ao seu lado. Para sempre vou estar do seu lado, é uma promessa de que vou te amar pelo resto da minha vida mortal, e que você ficará viva em meus textos, e que nosso amor, irá viver para sempre.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Do lado

Seus cabelos são ruivos e sua pele branca. Seu sorriso brilha e seus olhos, de cores castanhas me encaram com uma sobrancelha levanta. Seus cabelos jogados de lado e um sorriso meio torto. Roía as unhas e tinha os ombros a mostrar. Sua pele era branca como leite. Aquele olhar me alcançava a alma e aquele sorriso quebrava qualquer coração que um dia esteve congelado.
A menina dos cabelos ruivos se aproximava cada vez mais, em um caminhar que mais parecia uma dança. Seus movimentos eram perfeitos e delicados. Delicadeza não significa fraqueza, dentro do seu olhar via-se uma menina guerreira, uma menina. Uma menina-mulher, que sabe a hora de ser mulher, mas que prefere o ser menina. Se aproximava e a cada passo que ela dava em minha direção, prendia meu olhar me tirava a respiração. Estávamos numa floresta muito verde com um Sol que raiava em cor amarela. Amarelo é sua cor favorita. Ela continuou a vir em minha direção.
Lembrei de todos os momentos juntos enquanto ela ainda caminhava. Nossas mão eram o encaixe perfeito, foram feitos para estarem uma do lado da outra. Nossos sorrisos formavam uma sinfonia perfeita, nascemos para sorrir um do lado do outro. Nascemos para viver um do lado do outro.
Ela finalmente me alcançou. Passou as mãos pelos meus cabelos, massageando-os como ninguém nunca o fizera antes, que mãos mágicas que ela tinha! Deu um beijo em minha bochecha seguindo para meus lábios. Chegou ao pé do ouvido e disse: "Eu te amo." e ali eu tive certeza que nascemos para amarmos um ao outro. Em uma sinfonia de risos, sorrisos e amor. Abraços e lembranças que ficaram eternamente em nossas mentes, agora, unidas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Estranho o Natal ou não?

O Natal chegou. Época de amar as pessoas com quem nunca falamos, desejar tudo de bom para aqueles que duas semanas atrás estavam morrendo na nossa fértil imaginação. Colocar na sala aquela velha e empoeirada arvore de natal e desembaralhar as luzes de natal. É a época de abraçarmos nossos conhecidos e nos reunir com nossos entes queridos. Hora de trocar presentes e comer um banquete à meia noite.
AH! O Natal! Grande Natal! Uma das poucas épocas capazes de reunir tanto amor num único dia, não há quem se odeia no natal. Pode até haver quem odeie, mas quase não há.
Falamos todos juntos, bebemos todos juntos, comemos todos juntos, nos abraçamos juntos. Família toda reunida, discutindo sobre quem ficará com a asa de frango. Ou chester. Ou pernil. Hora de ouvir a piada do ano sobre o pavê. escutar as perguntas de suas tias e ouvir sua vó reclamando que não vai lavar a louça de novo. O último a comer é quem lava a louça agora.
Gosto muito do espirito de natal e por isso resolvi escrever aqui, não entendo muito sobre o tema, mas quis escrever sobre ele. Tragam-me um grande prato de comida e uma bebida gelada pois vou lhes contar uma pequena estória.
O natal se tornou uma época de comprar e comprar apenas, mas peço que não se esqueçam que além da celebração do aniversário de Cristo, o natal também é reunião com a família. É mais do que amar todo mundo, é desejar o bem. As luzes na árvore representam as luzes que iluminam nosso coração durante esse tempo. Os presentes representam o momento em que vivemos e que queremos apenas agradar ao próximo e a comida representa a união familiar. Não quero dar lição de moral em ninguém. Quem sou para dar lição de moral a qualquer pessoa? Sou apenas um escritor que gosta de colocar no papel aquilo que pensa.
O escritor então pensa que o natal, rá, o natal é amor, é paz e é alegria.
Então nesse natal não pense em beber até cair e nos presentes materiais que vai ganhar. Nesse natal, pense nos presentes ao seu redor, sua vó sorrindo ao seu lado enquanto seu pai a chama de velha e manda o cachorro rosnar para ela, sua tia empurrando sua prima da cadeira pois ela quer sentar, sorria, ame e cante e abrace as pessoas. Aos meus leitores eu desejo um grande, lindo, gordo e belo:
Feliz Natal

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ela

Não sabia ao certo se era sonho ou realidade. Beliscou a perna, as mãos e os braços. Bateu na própria face e prendeu a respiração. Contou até dez, depois contou até um. Olhou para cima e depois olhou para baixo, e então olhou para frente. Nunca olhava para frente, sempre olhava para baixo. Tinha medo de tropeçar, dizia ele, mas acho que na verdade não gostava de olhar nos olhos das pessoas. Muito tímido e fechado. Mas ele tinha que olhar aqueles olhos, grandes e castanhos olhando profundamente para dentro de seus olhos. Um olhar que alcançava sua alma e a enchia da mais pura magia.
Ele não falava com ninguém, mas precisava ouvir aquela voz que passava por seus ouvidos como música, mas não uma música qualquer, como se fosse um coral de milhares de anjos, escolhidos a dedo para transmitir paz com a voz. Seus cabelos, não eram loiros como o Sol, ou pretos como a sombra, mas eram alaranjados como uma chama que incendiava seu coração. Seu sorriso o hipnotizava e quando ele encarava aquele sorriso ele não se movia. Ficava paralisado, atento, observando e tentando se lembrar se havia algo mais belo do universo ou algo tão belo que ele pudesse comparar aquele sorriso. Mas não se lembrava.
Ela estava parada o observando, e ele então reparou seu corpo. O seu corpo era uma escultura digna de apreciação, suas curvas eram perfeitas e ela se movia de forma fabulosa. Ela se moveu em sua direção e tocou o seu rosto. Ele sentiu então o toque dela e percebeu que sua pele branca como a neve era macia como a seda.
Tudo isso o encantava cada dia mais, mas existia algo que o encantava ainda mais. Era o amor dela por ele. Todos os dias ele se questionava como uma menina como essa, não apenas encontrara um rapaz como ele, mas também como se apaixonou por ele. As vezes o rapaz pensa se é bom o suficiente pra ela e sempre ela o convence de que ele é o cara para ela. E isso torna-a a menina mais linda e mais doce de todo o mundo, ele conta as estrelas, inutilmente, e lembra que contar as estrelas seria como medir o amor que eles sentem um pelo outro. Impossível.