domingo, 22 de julho de 2012

O sorriso do Amor

Um sorriso estampado no rosto. De verdade. Verdadeiro. Sem nenhum mistério por trás do próprio. Sinto falta dos sorrisos sinceros. Dos sorrisos os quais faziam outros sorrir.
Acredito que este tempo está chegando, o tempo em que não mais precisarei ser ator, forjador de sorrisos e falsário da alegria.
Estou em um momento de serenidade pura com um leve toque de depressão. Não estou depressivo, entenda isso, estou apenas em momento de depressão. Sinto-me triste sem motivo, mesmo que com motivos de sobra, e não passa logo, fica grudado em mim como areia de praia. Entra nos lugares que menos queremos, pior quando entra no coração. Lá ela fez sua casa, se alojou para não mais sair. Filha da mãe. Nem paga o aluguel, muito menos tem documentação, está lá ilegal.
O estranho, ou não, é que as vezes gosto dela pois ela faz-me sentir mais humano. Mais real. Porém, mais triste. Que triste!
Não suporto o sufoco que me traz saber que ela ficará lá roubando o lugar reservado para outra residente tão importante quanto a megera da depressão. O amor. Quando damos espaço para a nossa hóspede depressiva, ela sisma em ficar com o lugar do amor, que sem dúvida alguma deveria ser o único morador, pois sabe-se que o amor leva consigo para a residencia a felicidade, a alegria, a endorfina, o auto-conhecimento, a fé, a dúvida e a certeza, o gostoso ciúme, e a linda poesia, os sorriso, os bons momentos, a paixão e a luz. Também traz a dor. Uma dor diferente, uma dor meio gostosa de se sentir, uma dor que te ensina mais do que te fere.
O amor traz consigo a melhor das emoções, o amor traz consigo o próprio amor.

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