quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um blog de alma

Um dia resolvi escrever. Peguei um lápis e uma folha de caderno e simplesmente escrevi. Depois nunca mais parei, eu até tentei parar, mas não fui forte o suficiente. Ou talvez eu tenha sido forte. Escrever, pra mim, sempre foi essencial, necessário e lindo. Mas antes era poesia, eram poemas e poesias que ditavam de forma linda e mágica o que era o amor.
O amor perfeito de contos de fada, onde menino fazia de tudo pela sua amada e não existiam defeitos no amor deles. Mudei depois para o amor platônico, onde o poeta apaixonado nunca achava seu verdadeiro amor ou que, na verdade, seu amor verdadeiro nunca o encontrava. Amava e não era amado. Depois mudei  para a revolta e os conflitos de minha alma. Uma mancha escura tomou conta do meu coração.
A esperança que todos temos, não morre, dizem que a esperança morre depois que sua alma se vai, mas nesse meio tempo, sua esperança falha, se esgota. Pouco a pouco teu coração se cobre com um manto que cobre a visão da sua esperança e cega você.
Passaram-se alguns meses e a poesia me enjoou, eu escrevia e me revirava pensando no quanto eu era hipócrita. Como podia falar de amor se nunca tinha visto isso? Como poderia dizer as pessoas que existem finais felizes se eu não acreditava neles? Odeio hipocrisia e comecei a me odiar. Cada dia que passava eu me sentia pior. Estava estranho. Estranho eu? Ou não? Talvez fosse uma fase.
Minha mente criativa pediu para criar algo novo, algo que refletisse o que eu sentia de forma mais limpa, mais pura. Não estaria preso as rimas e muito menos ao meu estilo de escrever. Um lugar que fosse só meu e de mais ninguém. O resultado dessa fase foi esse blog que você está lendo agora mesmo. Comecei então com os textos que minha alma precisava colocar pra fora, uma força ruim que me deixava pra baixo. Não mostrava para ninguém, era tão pessoal. Um blog que exibia todas as minhas facetas, um blog que refletia a minha alma. Triste e só.
Nunca vou esquecer o dia 30 de setembro, o dia em que minha vida mudou, o dia em que o contexto desse blog também mudou, mudou para nunca mais voltar. Uma menina muito doce, bate a porta de minha sala e me entrega um pacote. Em cima do pacote havia um papel com aparência idosa e com queimaduras na ponta, dentro do papel uma linda poesia dizia:
- " Mais um ano se passou
    O vento soprou
    A flor brotou
    Um sorriso apareceu
    E um novo amor nasceu"
E o meu mundo nunca foi mais feliz.
Os meus textos viraram poesia novamente, mesmo que sem rimas, minha alma estava clara e calma, minha esperança voltava a enxergar e o meu mundo a girar. O blog refletia minha alma, alegre e apaixonada. Com um amor que agora era recíproco. Não era platônico e nem sofredor. Você não mudou apenas o meu blog e o meu modo de escrever, você mudou meu modo de viver e de enxergar.
E mesmo que eu não escreva mais poesia, quero que saiba que a poesia que há em mim ainda não morreu. Apenas se transformou, eu não preciso mais escrever poesia porque você é a poesia pura que há dentro de mim. Você é amor.O meu amor.

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