Quando escrevo um texto, nunca sei se escrevo pra você ou sobre você. Dizem que dá no mesmo, é uma ordem que altera o resultado, mas parece que pra mim são coisas bem diferentes. Escrever para você é dizer o quanto sou apaixonado e o quanto me encanta estar ao seu lado e saber que você está comigo, também. Escrever sobre você é colocar ênfase no que me encanta em estar com você.
Minhas visões mudam e eu amo isso, você tem alterado algumas delas e isso é fantástico. Recentemente eu comprei um chaveiro, igual ao seu, uma estrela do mar e essa tarde eu a encontrei quebrada no meu bolso. Bateu uma frustração gigante e um aperto em meu peito, pois apesar de ser apenas um chaveiro para alguns, para mim tinha um significado especial. Sou muito ligado aos meus chaveiros e esse significava a primeira vez que nos beijamos, ou melhor, que você me beijou.
Enquanto eu encarava o chaveiro, lembrei-me de que uma amiga, formada em biologia marinha, disse que as estrelas do mar, quando acham seu parceiro ideal, acabam quebrando uma parte de si e entregando para ele, assim, todos que olham a estrela conseguem identificar que ela está com alguém. Extremamente romântico, não acha?
Aquilo me fez pensar que essa quebra no chaveiro só poderia ser um presságio e que apesar de pensar que você me completa, essa tese de estar quebrado me fez pensar. Todos que dizem estar apaixonado, dizem que se sentem completos, mas vou dizer aqui que me sinto quebrado. Sim, eu disse quebrado. Você faz eu me sentir como se faltasse parte de mim, como se minha alma e meu coração estivessem divididos e como se simplesmente não houvesse cura para tamanha deficiência. E aí sim, depois de me sentir quebrado, então me sinto completo. Porque sei que você também me cedeu parte de você, para que assim eu pudesse completar aquele pedaço faltando. Eu sempre disse que um relacionamento é formado de dois corações quebrados e ambos já tivemos nossos corações despedaçados.
Um chaveiro quebrado e uma filosofia, extremamente bobo, não acha? Mas, de novo, romantismo nada mais é que ser bobo e, acima de tudo, ser feliz.
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