quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sorriso Teu

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu risso,
porque então morreria.
- Neruda, Pablo.

Não teria forma mais poética de começar a me declarar ao teu sorriso, se não utilizando essa estrofe de Pablo Neruda. Essa pequena estrofe pode parecer um exagero, mas no final das contas, é isso que se chamar amar, exagerar ao ponto do irrealismo, pois estar ao seu lado só pode ser uma irrealidade.
O mundo é um lugar cruel, onde as pessoas deixaram de acreditar no amor e, portanto, acabam por se esquecerem de sorrir cada vez mais. O lugar onde vivemos é frio e sem alma, mas não o seu sorriso. Quando seus dentes se unem e seus lábios se separam, ali está a prova da existência da bondade no mundo. Poucas pessoas têm a habilidade de mudar alguém apenas com um sorriso e você é uma delas.
Não se confunda, minha bela dama, quando falo do teu sorriso, falo também da tua alma. Os olhos são a janela d'alma, mas o sorriso é sua porta de entrada e a sua é a das mais belas. Tu disseste uma vez que nós só podemos nos explicar como um encontro de almas e eu digo que foi um encontro de sorrisos. Os mais belos versos não poderiam explicar com exatidão o quanto eu amo o brilho do teu sorriso, Lenísia.
E o quão gostoso é ouvir sua gargalhada ao cair da noite? É como se os anjos sussurrassem em meus ouvidos que o Sol já vai nascer e que logo me sentirei vivo de novo. É assim que me sinto ao ouvir sua gargalhada sincera, vivo. Um sorriso pode levantar muitas questões e a maior delas é, como posso ter vivido sem esse sorriso por tanto tempo?
Então, nega-me água, pão e luz, mas não negue o teu sorriso e nem tua gargalhada, pois sem elas, eu simplesmente, morreria.

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